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Everything
Aprendi que as pessoas não são livros, onde você pode colocar um marcador e voltar para mesma página quando se sentir sozinho, em uma dessas noites frias, em que você precisa de palavras que aqueçam sua solidão. (Sean Wilhelm)
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THEME BY SUFOCA-DO
Eu sou muito antiga. Peço perdão e aceito julgamentos por isso. De verdade, pode julgar, pode atirar um tomate ou uma pedra. Só não acerta meu olho, por favor. Olha, eu acho que uma relação é feita a dois. E, no futuro, quem sabe, a três, a quatro, a cinco. Sim, porque a família aumenta. Pode ser um filho, pode ser um cãozinho, um gato, um papagaio, uns discos de vinil. Tem gente que tem relacionamento aberto. Se para o casal está tudo bem, ótimo. Mas pra mim um relacionamento é fechado, bem fechadinho mesmo. Eu e você, que lindo. Eu, você e nossos livros. Eu, você e nossas plantinhas. Eu, você e nossas brigas. Eu, você e nossos sonhos. Eu, você e nossos defeitos. Eu, você e nossa água quente do chuveiro. É claro que ninguém é perfeito, essa coisa de um amor e uma cabana é bonito só pra japonês ver. O amor é cansativo, uma relação às vezes é um pé no saco. Mas nem por isso você precisa abandonar tudo. Nem por isso você tem que virar o pescoço para o lado. Quem quer construir uma coisa deve se esforçar para que isso aconteça. Quem quer que dê certo tem que ter paciência e ser flexível. Sinceramente, não entendo quem vive uma relação aberta. E entendo menos ainda quem topa dividir o marido com outra mulher. Eu sou ciumenta, sou possessiva, sou chata. O que é meu é meu. Não divido, não empresto, não troco, não vendo. Desculpa, tenho esse defeito. Acho impossível você amar alguém e não sentir o menor ciúme. E, olha, é claro que ninguém é cego. É lógico que existem pessoas bonitas e interessantes dando sopa por aí. É claro que ele enxerga as mulheres bonitas, assim como eu enxergo os homens bonitos. Mas olhar é uma coisa, ter contato é outra. Pra mim esse tipo de relação não funciona, não sei lidar com isso, não sei dividir o meu amor.

Clarissa Corrêa.     (via quase-heroi)


Sou a bagunça, a desordem, os destroços. Sou o abismo que se alimenta da tristeza com um pouco de escuridão. Sou uma história inacabada, uma alma sem morada, uma vida sem sorriso. Sou a cidade abandonada, que tem em seus dias um cotidiano totalmente sem graça, sou acompanhante da solidão. Sou aquele banco vazio da praça, sou do espelho um reflexo sem graça, sou um jardim esquecido pelo jardineiro amargurado. Sou o resto do que já foi inteiro, intenso, verdadeiro. Eu sou o que sobrou de um amor naufragado.

— Eu sou: Restos de um naufrágio.  (via rehashh)


No lugar da dor,
eu coloco flor.

Floricitar. (via apagou)


A IMAGINAÇÃO É MINHA E SE EU QUISER EU TE DEIXO PELADA.


É claro que o dia a dia traz atritos. Traz desgaste. Traz chatice. Traz incomodação. Ei, ontem fui eu que limpei o xixi da cachorra, hoje é a sua vez. Ei, coloca a toalha para lavar. Tem que comprar mais pão. Pagou a conta de luz? Poxa, eu já pedi pra não fazer barulho enquanto eu tô trabalhando. Por favor, cuidado, não bate a porta. Essas coisas são pequenas perto do todo. Perto do amor de verdade. Perto do alívio que a gente sente ao deitar e pensar meu Deus, eu achei o amor da minha vida.

Clarissa Corrêa.     (via inverbos)


Me perdi,
entre tantos
entretantos.

Cambaleei.    (via poetadoalem)